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31 de março de 2008

Há quem não perceba o que são FÉRIAS...

Sexta-feira à tarde.
Telefono à gráfica que me anda a moer o juízo com a incompetência pegada, para relembrar que é para enviarem as últimas versões dos posters até ao final da tarde. E informar que, como vou estar de férias na semana seguinte, devem enviar tudo para a minha colega (que os contratou). Sim senhora doutora, respondem-me, enviamos já a seguir. (Nem me apeteceu corrigir o "Doutora". Serve. No ponto em que a situação está, não vou prescindir do título, mesmo sendo o incorrecto).

Receberam o email? É que eu também não...
Envio um novo email a perguntar o que aconteceu aos posters.

Segunda de manhã
Tal como estava a prever, só enviaram os posters de manhã, e esqueceram-se de encaminhar para a minha colega. Verifico que estão quase todos bem, e encaminho para a pessoa certa. Envio as correcções a fazer à gráfica, aproveitando para relembrar que deviam ter chegado na sexta-feira e que, como estou de férias, devem encaminhar os emails para a minha colega. Envio um email ao chefe com o ponto da situação e um mini relatório de progresso doutro projecto.

Volto para a cama para dormir mais um bocadinho. Afinal de contas, só tinha posto o despertador para de manhã cedo porque tinha a certeza que os ... da gráfica iam fazer asneira.

Acordo de vez, e vou ver as novidades no email. Vá lá, os tipos da gráfica já perceberam que não é comigo que têm de falar esta semana. Lamento, vão ter de falar com a senhora que se chateia com eles por não adiantarem o trabalho, em vez de lidarem com a senhora que impõe prazos e aponta as correcções de uma forma simpática e educada. Tinha era um email com umas dúvidas sobre o conteúdo do site. Respondo, explicando tudo com detalhes, e reenviando os ficheiros no caso de serem precisos. E já agora, explico que estou de férias, e que as respostas urgentes serão com a minha colega.

Tecnicamente, estou de férias e nem sequer tinha de verificar o mail. Tecnicamente, este projecto não é meu e só estou a dar uma ajudinha para ver se não atrasa mais. Mas não consigo deixar as coisas por resolver... Não quando são coisas simples que em meia hora, uma no máximo, estão tratadas.

(Só espero que quando voltar o processo não tenha ficado encalhado no mesmo ponto... Afinal de contas a minha colega, que era a responsável do projecto, só o deixou atrasar ano e meio...)

24 de março de 2008

Rai'spartam o youtube!

Estive na sexta a escolher uns vídeos para pôr no blog. E fico à espera que apareçam...

... e espero...

... espero...

... passado um dia acho que deu erro e tento outra vez...

... nada! Ok, o site está com birra e como é Pascoa está tudo de férias e ninguém vai arranjar o problema tão cedo. Só me resta passar a Páscoa em paz, e deixar o assunto para mais tarde.

Hoje, aparecem os vídeos sem mais nem menos! Alguns em duplicado!

Ora bolas para eles! Não deixam uma pessoa programar as coisas em condições!...

11 de março de 2008

Preferia a gripe!

Tenho estado estes dias k.o. com uma gastroenterite. Detesto estar mal do sistema digestivo. É das coisas que mais me deita abaixo, mais que uma gripe violenta. Hoje já consigo aguentar alguma coisa no estômago, mas ainda me custa estar em pé... Estou fraquinha. O que vale é ter um maridinho querido para me trazer cházinho com torradas e água de arroz!

Alguém com gripe quer trocar de doença?

5 de março de 2008

Estou farta...

...de dar choques em todo o lado!


Estarei a entrar em curto-circuito, ou é só electricidade estática?!?

4 de março de 2008

Ideia tresloucada...

Apetece-me mandar esta senhora simpática à empresa que não responde aos meus emails... De certeza que não voltaria sem resultados palpáveis!

27 de fevereiro de 2008

Suicídio informático?

O meu portátil acabou de se desligar sozinho. Sem pré-aviso, nem falta de bateria nem nada. Pufff. Fez um clic e desligou-se... Nãaaaaaaaao!!!!

Espero que isto não queira dizer que está a fazer birra. Assim que chegar a casa, faço backup de TUDO para o disco portátil, e se tiver pachorra, formato o disco e reinstalo tudo. Ou se calhar deixo esse trabalho ingrato para o fim de semana... *suspiro*

13 de fevereiro de 2008

A atingir a massa crítica

Hoje não está a ser um bom dia.

Estou quase quase a atingir a massa crítica, e se lá chegar, preparem-se para a explosão. Depois não se queixem que não avisei. Um "bom dia" passa, mas não se estiquem com perguntas parvas do tipo "tudo bem?".

A manhã foi um desastre, com os da gráfica a desaparecerem outra vez a meio processo, as pessoas que necessito para resolver os problemas não estão contactáveis, e não posso desatar aos murros ao primeiro paspalho que me resolve cortar o caminho, até porque os paspalhos não são completamente estúpidos e quando estou com MUITO mau feitio costumam abrir alas, e só não desenrolam o tapete vermelho porque não o têm à mão.

Já vou no 3º ataque de pânico, não consigo dizer frases sem trocar metade das palavras por outras, e parece que o almoço quer voltar a sair por onde entrou. Ah, sim, e não consigo parar de tremer e fazer gestos repetitivos...

E para ajudar a relaxar e concentrar no trabalho que posso fazer sozinha, as gralhas do gabinete ao lado resolveram pôr-se na conversa tão alto que parece que estou lá.

Perdi um dos telemóveis, e o outro ficou sem bateria no dia em que me esqueci da porcaria do carregador. E ainda me esqueci que estava quase sem gasolina, e tive de voltar atrás para ir à bomba e não ficar no stress perene de saber se os vapores de gasolina chegam para ir ao trabalho e voltar a casa. Acho que nunca tinha visto o ponteiro tão em baixo - nem levantou um milímetro quando liguei o motor.

E o raio do ipod também está a ficar sem carga, mas acho que tenho o carregador algures.

Só falta acontecer mais alguma para eu me passar e berrar um "foda-se!" digno de partir vidros. Ou matar alguém. Pensando bem, um "foda-se!" tem menos hipóteses de dar em cadeia...

21 de janeiro de 2008

Pequeno manual prático de Português

Estou farta! Saturada! Não aguento mais ver escrito aberrações como "vis-te", "ouvis-te", "gostas-te", "perguntas-te", "há-des" (ou "hádes") e "hádem-de", a confusão entre "á", "à" e "há", (e entre "porque", "por que" e "porquê") e a invasão dos "k" em todo o lado.

Eu nunca tive grande paciência para decorar regras de gramática, MAS sou uma picuinhas do caraças que detesta dar erros. Ergo, tive de arranjar umas regras práticas para aplicar correctamente a gramática.

- Quando é as palavras terminadas em "te" têm hífen? (tracinho para os mais iliterados...) Simples. Experimentem por o "te" antes da palavra. Faz sentido? "te vis", "te ouvis" não fazem, mas "te gostas" e "te perguntas" fazem algum sentido, mas se calhar não era bem isso que queriam dizer. Com um bocadinho de prática, formas verbais como "dir-te-ei" não soarão estranhas.

- "Há-des" e "Hádem" não existem, as formas correctas são "hás-de" e "hão-de". "Hades" é o deus grego do mundo dos mortos.

- Como saber quando usar "á", "à" e "há"? Ora bem, "á" só existe quando se enfia um pronome no meio de um verbo, por exemplo "far-se-á" = "se fará". Nos outros casos, experimente substituir o "há" ou "à" por uma forma do verbo existir. Se fizer sentido, é "há", se não, provavelmente deve ser "à". "Estou há [existo] tua espera" não faz sentido - a forma correcta é "estou à tua espera". "Há [existem] duas cadeiras na sala" faz todo o sentido.

- Como saber se se escreve "por que", "porque" ou "porquê"? Vejam no site das ciberdúvidas da língua portuguesa a resposta em duas partes.

Já agora - os "k" são muito cool nos sms, mas não são português correcto. Não escrevam isso em papel, documentos em formato electrónico, cartazes publicitários e texto que aparece num ecrã de televisão. Usem-nos só como código entre a tribo de amigos, junto com o "x" a substituir os "s".

(Numa adenda - descobri um documento prático sobre como conjugar verbos aqui. Dá jeito tê-lo à mão em caso de dúvidas)

10 de janeiro de 2008

Extinção de partidos políticos.

No blog da Xaxão tomei conhecimento que iam ser extintos vários partidos políticos com menos de 5000 filiados.

Normalmente eu não ligo a política (ou mesmo aos noticiários, mas isso é outra história). Vou votar sempre que há eleições e eu estou no país, mas estou-me a c*gar quanto à política. Cumpro o meu dever cívico, e that's it. Mas a notícia chocou-me. Revoltou-me. E fiquei com vontade de fazer qualquer coisa quanto a isso (o que é completamente inédito em mim).

Fui pesquisar um bocadinho a legislação, a começar pela que causou a polémica - a Lei 2/2003. Que diz:
Artigo 18.º
Extinção judicial
1 - O Tribunal Constitucional decreta, a requerimento do Ministério Público, a extinção de partidos políticos nos seguintes casos:
a) Qualificação como partido armado ou de tipo militar, militarizado ou paramilitar, ou como organização racista ou que perfilha a ideologia fascista;
b) Redução do número de filiados a menos de 5000;
c) Não apresentação de candidaturas em quaisquer eleições gerais e durante um período de seis anos consecutivos, em pelo menos um terço dos círculos eleitorais, ou um quinto das assembleias municipais, no caso de eleições para as autarquias locais;
d) Não comunicação de lista actualizada dos titulares dos órgãos nacionais por um período superior a seis anos;
e) Não apresentação de contas em três anos consecutivos;
f) Impossibilidade de citar ou notificar, de forma reiterada, na pessoa de qualquer dos titulares dos seus órgãos nacionais, conforme a anotação constante do registo existente no Tribunal.

E depois fui ver as leis revogadas, nomeadamente a lei original, o Decreto-Lei nº 595/74 que diz:
ARTIGO 21.º
(Extinção)
Os partidos políticos devem ser extintos por decisão do competente tribunal comum de jurisdição ordinária quando:
a) O número dos seus filiados se tonar inferior a quatro mil;
b) Seja declarada a sua insolvência;
c) O seu fim real seja ilícito ou contrário à moral ou à ordem públicas;
d) O seu fim seja sistematicamente prosseguido por meios ilícitos, contrários à moral ou à ordem públicas ou que perturbem a disciplina das forças armadas.

(A legislação toda relacionada com partidos políticos pode ser encontrada aqui)

Ou seja, desde que foram criados os partidos políticos que existe um número ao qual o número de filiados não devia tornar-se inferior. 4000 na velha legislação, ou 5000 na nova. Porque é que até agora continuaram a existir partidos políticos que não cumpriam essa alínea?

Provavelmente porque ninguém, no seu perfeito juízo, considerou ser um factor suficientemente importante para extinguir os partidos mais pequenos. O que me leva a perguntar, porque o terão decidido fazer agora?

Não gosto das implicações que essa pergunta traz. Mas gostava que fosse respondida.

22 de dezembro de 2007

É Natal! Vamos albaroar os outros!

Estava a voltar para casa, depois de fazer algumas compras de Natal, e de comida, tentando fugir do supermercado que estava a ficar alarmantemente cheio de pessoas apressadas a queres a todo o custo passar através dos outros. Não é passar à frente, é mesmo através dos outros - a pressa e o frenesim natalício é tanto que nem podem dar a volta à pessoa/carrinho de compras/pilha de coisas que estão à frente. E falharem as paredes e os escaparates de compras já é uma sorte!

Enfim, sai do supermercado incólume, e do parque de estacionamento sem grandes problemas, e até conseguir passar para a fila dos carros que NÃO queriam entrar no supermercado sem grandes problemas. Só que havia trânsito. Muito.

Suspiro, e tento lembrar-me dos atalhos a que o meu pai desde cedo me habituou. A estratégia de ir para onde os outros carros não estão, e depois de passado o pior tentar encontrar a estrada certa, nunca me tinha falhado. Que me lembre. (Enfim, isso também não interessa nada.)

Lá vou dar a uma estrada secundária com duas faixas, e sigo toda contente atrás de um jipe na faixa da direita. Apercebo-me que um pouquinho mais à frente há a junção com outra estrada do lado direito, mas fico convencida que a minha faixa continua a existir (graças ao jipe que me tapou a visibilidade). Assim que reparo que há um estreitamento, chego-me à faixa da esquerda, aproveitando um espacinho que o condutor da outra faixa deixou, e agradeço. Pensando que a situação desse lado estava resolvida, concentro-me em evitar o autocarro que me está a querer apertar na (nova) faixa da direita.

Quando olho para o lado, apanho um susto do caraças. O carro que eu achava que me tinha deixado entrar, resolve tentar albaroar-me, com um ar furioso. A esposa do casal de meia idade põe-se aos gritos comigo "não há pisca? Não há pisca?" com um tom tão alto que, com os vidros de ambos os carros fechados, e eu com o rádio ligado, a consegui ouvir perfeitamente. Não contentes com a proeza, aceleram e batem com o espelho deles no meu!

O descaramento! Fiquei furiosa como raramente fico, com uma vontade enorme de sair do carro e partir o carro deles todo pela falta de educação e respeito!!! É o meu carrinho novo!!! Estamos n(a porra d)o Natal!!! Não é suposto ser uma época de paz e boa-vontade entre os Homens?!? Ainda por cima, os ca...ramelos queriam passar para a faixa da direita!!! A sorte deles foi a carrinha que ficou à minha frente os ter deixado passar, senão ia haver bronca da grossa! Logo eu que costumo fazer de tudo para não estorvar o transito, e raramente buzino! Aliás, a maior parte das vezes nem consigo encontrar a buzina a tempo!

Enfim, assim que me acalmei (e custou!), este episódio fez-me pensar no Natal, e no seu significado. Sim ,sim, toda a gente fala na paz e boa vontade, as prendas e o crescente materialismo, a comida , as decorações iluminadas e parafernália do género. E ouve.se sempre dizer que o Natal já não é o que era, que as pessoas estão cada vez mais materialistas e egoístas, bla bla bla...

Na realidade, o que se passou não foi muito poético. Numa cidade a abarrotar por causa do recenseamento, um casal com a mulher muito grávida tenta encontrar um sítio para come e descansar, e guarida para passar a noite. Ninguém teve compaixão por eles, e deixaram-nos rumar à deriva na noite do deserto, com fome, frio, exaustos e ainda sem se terem recenseado. (ou seja, com a perspectiva de uma seca monumental no dia seguinte). O único sítio que encontraram para o tão ansiado descanso foi um estábulo com uma vaca e um burro. A pobre da Maria, depois da longa viagem a pé, e do esforço todo, entrou em trabalho de parto sem a ajuda de ninguém. Por sorte, um Sol entrou em supernova, destruindo o que restava daquele sistema solar e eventuais planetas habitados, e iluminando melhor o céu da Terra, permitindo que se visse o bebé a nascer. Tiveram que se enroscar nos bichos para não congelar, com o bebé sem roupinho e limpo mal e porcamente com a palha que estava à mão. Tiveram de esperar duas semanas para que chegassem os reis magos com antibiótico e antisséptico (incenso e mirra, por isso é que eram tão valiosos na antiguidade), e uns trocos para eles poderem voltar para casa. Ah, sim, e quando chegaram os reis magos, o povo todo que os tinha desprezado apareceu para adorar o menino. Se calhar um bocado de apoio antes teria dado jeito, não?

Pensando bem, depois do tratamento que a Maria, o José e o bebé Jesus tiveram das pessoas da época, os ca...ramelos de hoje em dia não são muito piores. Infelizmente, também não são muito melhores, mas há raras excepções.

11 de setembro de 2007

Chamam a isto jornalismo?!?

Tive a lamentável ideia de ver o telejornal da noite hoje. Em horário nobre. E na sic. Qual é a primeira "reportagem" que apanho?

Uma sobre o monumento, em Lisboa, de homenagem às vítimas do 11 de Setembro. Ok, está no dia do 6º aniversário, e têm de encher chouriços para o telejornal durar 2 horas (com muiiiita publicidade no meio, e avisos de "não perca, já a seguir..." seguido de uma das 4 ou 5 notícias que interessam). Até compreendo que filmem o dito monumento, e expliquem um bocadinho da sua história. Entrevistarem pessoas (ou populares) na rua, a perguntar se sabem se existe um monumento de homenagem às vítimas do 11 de Setembro, é estúpido, banal e obviamente para encher chouriços, mas até passa. Afinal de contas, a populaça gosta de gozar com a ignorância dos outros.

Mas perguntarem aos entrevistados se acham que os lisboetas sabem da existência do dito monumento é esticar demasiado a corda. Se é para porem as pessoas a especular livremente, porquê limitar a pergunta aos habitantes de Lisboa? Porque não perguntar se os tripeiros, os escalabitanos ou os albicastrenses sabem da existência do monumento? Ou mesmo se os norte-americanos conhecem o monumento, e vêm visitá-lo aos magotes, comovidos com tão singela homenagem? ISSO é que era uma pergunta!

(Podem visitar o monumento na praça de Alvalade, se vi bem a fugaz imagem no telejornal. Infelizmente apanhei a "notícia" a meio.)

5 de setembro de 2007

Agosto acabou

O meu mês preferido em Lisboa acabou.

A altura ideal para trabalhar foi-se. (Ainda por cima este ano que até nem fez muito calor nem mais de 5 dias seguidos de Sol).

Já não posso ir a qualquer lado e qualquer hora de carro, e encontrar lugar para estacionar. E 80% das vezes à porta!

Acabou-se o privilégio de ter uma faixa da estrada só para mim, mesmo nas de via única.

Adieu ao luxo de arrancar com calma no semáforo, sem ouvir buzinadelas assim que aparece o verde.

Bye bye a poder passear a pé sem respirar fumo de escape ou do cigarro do caramelo à frente.

Ciao a fazer compras no supermercado sem esbarrar noutras pessoas, ouvir putos aos guinchos e ter de fazer fila de espera nas caixas.

A maralha voltou. Os vândalos estão de volta. Bronzeados e piores que nunca. E para a semana, quando acabarem os restinhos de melanina e de boa-disposição por vir de férias, ainda vão piorar.

Não querem ir todos de férias outra vez?

23 de agosto de 2007

Dia do camião

Hoje constatei que é o dia do camião. Ou melhor, o dia do camião com uma atracção louca pelo meu carro. Nos 10 minutos que levo a conduzir de casa para o trabalho, não menos de 5 camiões (e camionetas, mas isso não interessa nada) resolveram ocupar o mesmo espaço físico que o meu carro, obrigando-me a fazer manobras mais ou menos habilidosas para me desviar. Infelizmente não deu para fazer nenhum pião nem voar por cima doutros carros, senão já tinha um montão de pontos no carmaggedon!


*suspiro* Não se pode ter tudo!

6 de agosto de 2007

Bolachas de sola?!?

Resolvi experimentar umas bolachas de arroz integral, que parecem discos de pipocas prensadas. Lembro-me vagamente de ter experimentado estas coisas uma vez, com cobertura de chocolate, e pareceram-me boas.

Primeira dentada... nham nham, têm mesmo a textura de pipocas, mas com sal. Segunda, terceira e quarta dentada, idem. Passo para a segunda bolacha... Nada. Não sabe a nada. Olho para o pacote, e leio "tortita" e "sola". Só penso - bem, pelo menos são honestos, isto são tortitas com sabor a sola!

Uma leitura mais atenta do rótulo revela uma decepção - as palavras faziam parte das instruções de uso em espanhol que passo a transcrever: "com menos de 8 gramos de arroz, Biocentury ha conseguido una tortita integral de 29 kilocalorias que ayuda a calmar tu apetite y a cuidar de tu linea. La puedes comer sola o combinarla con lo que quieras, dulce o salado, frio o caliente".

Bah! É um disco com 29 quilocalorias, que necessita de algo com pelo menos 2000 quilocalorias para ficar comestível. Tipo mooontes de chocolate, doce, manteiga com algo, queijo creme... Das duas uma: ou os fanáticos das dietas não têm paladar, ou são muito teimosos a convencerem-se (e tentarem convencer os outros) de que cartão é um sabor gourmet.

E pronto, lá vou ter eu de comprar um frasco de manteiga de amendoim para tornar esta coisa comestível. As bolachas parecem-me demasiado friáveis para serem utilizadas como calço de porta, ou objecto de arremesso.

31 de julho de 2007

spam, spam e mais spam (com insulto final)

Hoje lembrei-me de ver o mail num endereço antigo, que não usava há pelo menos 6 meses. Qual não é o meu espanto, tinha 821 mensagens novas. O meu primeiro pensamento foi - ora bolas, esqueci-me de cancelar umas mailing lists. Mas não. Excepto uma mensagem de boas-vindas ao novo sistema beta, era tudo spam. Bem, tudo tudo não. Havia uns quantos que, pelo assunto, me pareceram fraudes bancárias e não só. Felizmente que existe o select all para não perder mais de 2 minutos a apagar o lixo!

Já agora... Reactivei outro endereço de email na semana passada, e, para variar, tinham mudado o aspecto da coisa e apagado todas as mensagens. Não é muito chato, porque quase não o uso, mas tinha os dados de registo de alguns sites que davam jeito. Enfim, coisas que acontecem quando se confia na microfofo (é um endereço @hotmail.com). O mais chato foi dois dias depois. Embora tenha esse endereço há pelo menos 9 anos, há uma tipa qualquer na américa latina que implicou que o endereço é dela, e além de o dar a todos os amigos (e são mais que muitos) e usar para registar nas mailing lists, resolve periodicamente tentar anular a password para ficar com o endereço.

Como eu nunca descobri quem era a peça, e me fartei de responder aos amigos a avisar que tinham o endereço errado (e a insultá-los nos dias não...), fica aqui o recado:

Ó minha besta! Podes tirar o cavalinho da chuva que não me vais fanar o endereço de email! Primeiro, porque para anular a password é enviado um email para o endereço a confirmar a anulação da password, e só quem é o legítimo dono do endereço (ou quem tem a password original) é que o pode anular. Segundo, porque me dá muito jeito ter um endereço de email só para registar em sites e receber spam, para não conspurcar os outros endereços. Terceiro, porque me irritou a atitude, e é sempre bom ter uma base de dados de endereços de pessoas a quem posso insultar quando estou chateada. E se não percebes por não estar em espanhol, arranja um dicionário ou aprende uma língua de gente!

E pronto, foi o desabafo possível. Se alguém quiser endereços de pessoas para chatear, é só pedir!

O Zé faz falta?

Estava eu muito bem a conduzir, quando me deparo com um cartaz verde gigante (outdoor para os mais preciosistas), com escrito em letras grandes "O Zé faz falta". Por baixo tinha um nome e apelido qualquer, e em letras pequenas, uma referência a um site e o símbolo do bloco de esquerda. Mesmo ao lado, cartazes de outros partidos anunciavam "Competência" (CDS-PP), "Rigor" (PS), "Lisboa a sério" (PSD) e "CDU, força alternativa".

Ora bem, o cartaz do BE tem muito que se lhe diga.

A começar pela cor: meus caros bloquistas, não se muda assim de cor de vermelho para verde, e de um dia para o outro. Além de que já há um partido melancia, que é o PEV (partido melancia é aquele que é verde por fora e vermelho por dentro, ndr)

Depois, a história da inconsistência entre o candidato ser só o Zé, e os gajos que estão a ser citados terem direito a primeiro nome completo e apelido. Tudo ilustres desconhecidos, claro, até porque de certezinha que há mais de um tipo chamado Luís Represas em Portugal.

E finalmente, o ponto fulcral: "O Zé faz falta". Dá pano para mangas analisar - começando por quem é o Zé, e acabando no porque faz falta. O meu primeiro pensamento foi terminar a frase com "para animar a malta". Lembram-se da música, "o que faz falta é animar a malta"? Pois, o Zé (Povinho) é bom para isso. Depois pensei: quem raio é o Zé? O Zé do talho? O da mercearia? O taxista? Esses realmente fazem falta. Será o Zé(zé) Camarinha? Parece que as estrangeiras gostam dele, mas será que faz assim tanta falta em Lisboa? Que tal o Zé Socras (José Sócrates para os mais respeitadores do protocolo)? Esse consegue animar a malta com discussões filosóficas sobre o seu curso, e inspirar greves e manifestações - será uma indirecta para dinamizar as marchas populares?

A pior hipótese que me ocorreu foi ser o Zé Castelo Branco... Ia ser lindo, vê-lo desfilar como presidente da Câmara de Lisboa, a discutir com os assistentes quais prédios em mau estado iriam ser cobertos de Chanel, e quais de Louis Vuitton. E a banir cães com mais de 20 centímetros e pessoas com mau aspecto ou mal vestidas. Por outro lado, devia de ser dos primeiros a acabar com os buracos na rua, que são um horrrrrorrrrrr para quem anda de limusina a tentar maquilhar-se.

As taxas "temporárias" que duram e duram

Pelos vistos não é só por cá... A moda é global!

Bacalhau com batatas?!?

Dia 9 na Republica Dominicana - Estou a ficar farta de ser chamada "bacalhau com batatas". Vou começar a baralha-los! Sob sugestão da nova guia local (entrou como turista, mas está da cor dos nativos...), passo a responder "mão de vaca com grão", ou "pézinhos de coentrada". Ah pois é!

(Se apanho o gajo que originou o bacalhau com batatas....)

Aaaaaaaargh!!

Tive a brilhante ideia de ir experimentar bikinis. Pensei "bem, vou de férias daqui a 15 dias, se calhar não é má ideia comprar roupinha nova para usar na praia"... Pois. Tive uma revelação surpreendente no provador - estou gorda que nem um texugo! Ok, estou a exagerar - estou apenas gorda que nem uma texuguinha. O facto de o pneuzinho extra mal dar para as rodas de um skate é fraca consolação nesta fase do campeonato.

É que já não tenho tempo de fazer nada quanto a isso. Dietas são lentas; ginástica idem; cirurgia plástica é rápida a perder peso, mas demora demasiado tempo a recuperar; e quanto aos comprimidos milagrosos que prometem perder 7 kg em 3 dias (ou era 3 kg em 7 dias?!?)... Além de não acreditar neles e achar que são um perfeito disparate, tenho a noção de que os 3 kg (ou 7...) que alegadamente se perde são de ÁGUA. Sim, porque a ordem em que o nosso organismo vai consumindo os alimentos é: açúcares, carbohidratos, proteínas e gordura. Ou seja, mais facilmente se perde massa muscular com dietas malucas do que a gordurinha extra...

Só não percebo é como isto me foi acontecer! No ano passado estava demasiado magra! Não me digam que só por deixar de andar quilómetros a pé a alombar com o portátil, comer toneladas de Pringles e bolachas de chocolate é o suficiente para uma pessoa engordar demasiado!! Deixo aqui o meu protesto à P.D.I - sigo este regime de alimentação há anos, e isto não era suposto acontecer! :-)

Enfim, depois deste desabafo, só me resta suspirar fundo e seguir em frente. Afinal de contas, provavelmente ninguém vai notar que estou uma texuguinha nos primeiros dias de praia - vão estar demasiado ofuscados com o reflexo do Sol na minha pele demasiado branca. E uns dias ao Sol, e deve acontecer o mesmo às banhas do que acontece à gordura na grelha - derrete! :-D

(Como plano de reserva, posso sempre comprar um fato de banho de neoprene, daqueles que os surfistas usam. Alguém sabe onde se vendem?)

30 de julho de 2007

Mas não acham que já chega?

A primeira vez que os vi achei piada. Foi há uns 6 anos, dois ou três bonecos grandes do pai natal pendurados no parque dos príncipes, como se estivessem a trepar a fachada para entrarem nas casas. Desde então, tem sido um crescendo, cada vez se vêm mais bonecos do pai natal pendurados pelos prédios, uns com escada, outros com luzes, outros com escada luminosa. Chega a haver prédios que têm os ditos bonecos varanda sim, varanda não!

Não acham que já chega? UM tem piada, centenas e milhares já se torna repetitivo! Especialmente quando a varanda/janela/whatever têm mais luzes do que uma fábrica de lâmpadas.

No ano passado dediquei-me a uma cruzada para fotografar o maior número de "pais natal", e decorações com muitos Watts e pouco gosto. Este ano lembrei-me de comprar uma metralhadora de paint-ball e andar a disparar para o pai natal. Já que os tenho de aturar, ficariam mais giros em várias cores!

Alguém sabe onde comprar uma arma de paint-ball com mira decente? E daí, eu não tenho pontaria nenhuma. Se calhar é melhor ficar pelas fotos, e fazer um blog com as aberrações de Natal. E viva o espírito natalício com o patrocínio da lola-lola...