Mostrar mensagens com a etiqueta haverá limite para a estupidez?. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta haverá limite para a estupidez?. Mostrar todas as mensagens

4 de maio de 2008

Relações humanas

Ontem estava muito bem na varanda a cuidar das minhas plantinhas, quando ouço um casal a discutir aos berros na rua. Tentei ignorá-los, obviamente, mas não ia deixar de fazer o que estava a fazer só porque um casal histérico resolve dar espectáculo na rua e se esquece de cobrar bilhete. Entre as palavras soltas que apanhei no ar, ouvi umas quantas de vezes "pouca vergonha", "deixas o puto em casa e andas por aí", "e eu bem te vi a falares com aquela gaja".

Na altura não liguei muito, mas depois deu-me que pensar. Não é a primeira vez que apanho um casal a discutir aos berros, e a fazer uma cena de ciumes, na praceta. Desconfio que tenha a ver com o café à porta do qual ocorrem a maior parte das discussões - a clientela é barulhenta, deixa os carros a bloquear metade da rua, e sempre que há futebol sabe-se logo quando e quem marcou golo (sem ligar a tv).

Não percebo duas coisas nestas cenas. A primeira, é qual a utilidade de desatarem aos berros no meio da rua, expondo a vida privada a toda a vizinhança e arriscando-se a ficarem sem voz no dia seguinte. Gritar não resolve nada. Lembro-me de a minha mãe contar que tinha uma professora que passava a vida a lembrar as alunas (era um liceu feminino) de que uma senhora não gritava. Na viagem de finalistas a Londres, assim que o avião levantou voo um grupo de alunas começou aos gritos de aflição. A professora admoestou-as, e elas retorquiram "e se o avião cair? Que vai ser de nós? Aiaiaiaiaiai". A resposta da professora foi magnífica: "se o avião cair, gritar não ajuda a que este se mantenha no ar. Portanto parem com a gritaria."

A segunda coisa que não percebo são as cenas de ciumes, e o andar atrás do respectivo(a) namorado(a). Escrutinar todos os detalhes da vida, vigiar os telefonemas, correspondência, ter um cúmplice que o(a) segue a todo o lado, e submeter a cara metade a apertados interrogatórios sobre onde esteve e com quem. E se aparece um fio de cabelo na roupa - está o caldo entornado! Não sei como uma pessoa pode ter pachorra para perder tanto tempo só a controlar outra.

Para mim, se se está com alguém, tem de se confiar. E a confiança deve ser total e absoluta, sem questionar nem hesitar. Senão não vale a pena investir numa relação. É desperdício de tempo e desgastante emocionalmente. Mas dá uma certa dose de animação de rua. E se não for às 3 da manhã, ainda melhor! (A primeira discussão aos berros que ouvi desde que estou nesta casa foi a essa hora. Aparentemente o rapazinho tinha ido deixar a casa uma amiga, e a namorada seguiu-o e não gostou. Teenagers!)

31 de março de 2008

Há quem não perceba o que são FÉRIAS...

Sexta-feira à tarde.
Telefono à gráfica que me anda a moer o juízo com a incompetência pegada, para relembrar que é para enviarem as últimas versões dos posters até ao final da tarde. E informar que, como vou estar de férias na semana seguinte, devem enviar tudo para a minha colega (que os contratou). Sim senhora doutora, respondem-me, enviamos já a seguir. (Nem me apeteceu corrigir o "Doutora". Serve. No ponto em que a situação está, não vou prescindir do título, mesmo sendo o incorrecto).

Receberam o email? É que eu também não...
Envio um novo email a perguntar o que aconteceu aos posters.

Segunda de manhã
Tal como estava a prever, só enviaram os posters de manhã, e esqueceram-se de encaminhar para a minha colega. Verifico que estão quase todos bem, e encaminho para a pessoa certa. Envio as correcções a fazer à gráfica, aproveitando para relembrar que deviam ter chegado na sexta-feira e que, como estou de férias, devem encaminhar os emails para a minha colega. Envio um email ao chefe com o ponto da situação e um mini relatório de progresso doutro projecto.

Volto para a cama para dormir mais um bocadinho. Afinal de contas, só tinha posto o despertador para de manhã cedo porque tinha a certeza que os ... da gráfica iam fazer asneira.

Acordo de vez, e vou ver as novidades no email. Vá lá, os tipos da gráfica já perceberam que não é comigo que têm de falar esta semana. Lamento, vão ter de falar com a senhora que se chateia com eles por não adiantarem o trabalho, em vez de lidarem com a senhora que impõe prazos e aponta as correcções de uma forma simpática e educada. Tinha era um email com umas dúvidas sobre o conteúdo do site. Respondo, explicando tudo com detalhes, e reenviando os ficheiros no caso de serem precisos. E já agora, explico que estou de férias, e que as respostas urgentes serão com a minha colega.

Tecnicamente, estou de férias e nem sequer tinha de verificar o mail. Tecnicamente, este projecto não é meu e só estou a dar uma ajudinha para ver se não atrasa mais. Mas não consigo deixar as coisas por resolver... Não quando são coisas simples que em meia hora, uma no máximo, estão tratadas.

(Só espero que quando voltar o processo não tenha ficado encalhado no mesmo ponto... Afinal de contas a minha colega, que era a responsável do projecto, só o deixou atrasar ano e meio...)

27 de fevereiro de 2008

Que se passa com os carros?

Hoje tive de conduzir na 2ª circular. Há séculos que não o faço durante o dia, até porque costuma estar apinhada e tenho alternativas melhores.

Pensei que às 15h estivesse razoável... Nem pensar!! Estava tudo no para-arranca, felizmente sem buzinões. Contei três carros avariados. Simplesmente parados na faixa da direita, em pontos diferentes da 2ª circular, com o triângulo no sítio certo.

E foi por isso que estava tudo parado. Um trânsito descomunal porque a maior parte dos condutores não consegue deixar outro carro passar à frente. Também não conseguem ver um carro parado sem abrandar, olhar bem para ver se há sangue, e seguir muiiiito lentamente para confirmar que se viu tudo.

Começo a perceber porque é que, nalguns relatos do trânsito, a seguir a "acidente na via..." dizem quase sempre "abrandamentos em ambos os sentidos devido à curiosidade".

10 de janeiro de 2008

Extinção de partidos políticos.

No blog da Xaxão tomei conhecimento que iam ser extintos vários partidos políticos com menos de 5000 filiados.

Normalmente eu não ligo a política (ou mesmo aos noticiários, mas isso é outra história). Vou votar sempre que há eleições e eu estou no país, mas estou-me a c*gar quanto à política. Cumpro o meu dever cívico, e that's it. Mas a notícia chocou-me. Revoltou-me. E fiquei com vontade de fazer qualquer coisa quanto a isso (o que é completamente inédito em mim).

Fui pesquisar um bocadinho a legislação, a começar pela que causou a polémica - a Lei 2/2003. Que diz:
Artigo 18.º
Extinção judicial
1 - O Tribunal Constitucional decreta, a requerimento do Ministério Público, a extinção de partidos políticos nos seguintes casos:
a) Qualificação como partido armado ou de tipo militar, militarizado ou paramilitar, ou como organização racista ou que perfilha a ideologia fascista;
b) Redução do número de filiados a menos de 5000;
c) Não apresentação de candidaturas em quaisquer eleições gerais e durante um período de seis anos consecutivos, em pelo menos um terço dos círculos eleitorais, ou um quinto das assembleias municipais, no caso de eleições para as autarquias locais;
d) Não comunicação de lista actualizada dos titulares dos órgãos nacionais por um período superior a seis anos;
e) Não apresentação de contas em três anos consecutivos;
f) Impossibilidade de citar ou notificar, de forma reiterada, na pessoa de qualquer dos titulares dos seus órgãos nacionais, conforme a anotação constante do registo existente no Tribunal.

E depois fui ver as leis revogadas, nomeadamente a lei original, o Decreto-Lei nº 595/74 que diz:
ARTIGO 21.º
(Extinção)
Os partidos políticos devem ser extintos por decisão do competente tribunal comum de jurisdição ordinária quando:
a) O número dos seus filiados se tonar inferior a quatro mil;
b) Seja declarada a sua insolvência;
c) O seu fim real seja ilícito ou contrário à moral ou à ordem públicas;
d) O seu fim seja sistematicamente prosseguido por meios ilícitos, contrários à moral ou à ordem públicas ou que perturbem a disciplina das forças armadas.

(A legislação toda relacionada com partidos políticos pode ser encontrada aqui)

Ou seja, desde que foram criados os partidos políticos que existe um número ao qual o número de filiados não devia tornar-se inferior. 4000 na velha legislação, ou 5000 na nova. Porque é que até agora continuaram a existir partidos políticos que não cumpriam essa alínea?

Provavelmente porque ninguém, no seu perfeito juízo, considerou ser um factor suficientemente importante para extinguir os partidos mais pequenos. O que me leva a perguntar, porque o terão decidido fazer agora?

Não gosto das implicações que essa pergunta traz. Mas gostava que fosse respondida.

28 de dezembro de 2007

"Eu nunca tive um acidente na vida!..."

Quem nunca ouviu um velhote a retorquir, com ar indignado, às críticas que lhe fazem sobre a sua condução, com a famosa frase "Eu conduzo há 50 anos, e nunca tive um acidente na vida!". Pois. Deviam acrescentar "...mas já provoquei várias centenas deles."
Afinal de contas, são os outros carros que batem uns nos outros, na tentativa de se desviar do louco desvairado, perdão, venerável ancião ao volante. Como os que foram apanhados de surpresa na A4 por um velhote de 83 em contramão.

5 de dezembro de 2007

Benfiquistas? Animais? Você decide...

Descobri esta bela imagem no blog Portugueses ao volante. Fotomontagem ou não, é uma alternativa viável para reduzir os custos do clube, no transporte quer dos jogadores, quer da claque. E quiçá, também para alugar durante a semana a quem queira transportar outro tipo de animais: frangos, vacas, porcos... Em menos de um fósforo, o clube tinha as contas sanadas! Ok, o fósforo tinha de ser bem comprido, praí com um ou dois meses-luz, mas como é o clube da luz... ;)

23 de outubro de 2007

10 de outubro de 2007

Cabrinhas muito bonitas e disponíveis...

Anuncio na dica da semana:

"Cabrinhas anãs, muito bonitas, dóceis. Criador Tel:969027909"

Agora não digam que sou antipática. Acabei de encontrar o presente perfeito para qualquer ocasião. Quem não sonha em receber uma cabrinha anã muito bonita e dócil? É perfeita para o jardim! Os miúdos vão adorar! Os graúdos ficar loucos! (Especialmente depois de terem de limpar a porcaria que as cabras fazer...)

2 de outubro de 2007

Depois do "Fala Sónia", temos as árvores...



Depois do muito famoso "Fala Sónia", em que a dita senhora não conseguia dizer www.youtube.com.br", temos outro magnífico exemplo de falta de jeito para repetir palavras. O tipo bem se esforça, mas a frase é demasiado difícil... Afinal de contas, "As árvores somos nós" é muito poir que "o rato roeu a rolha da garrafa do rei da Rússia" ou "três tristes tigres". Pergunto-me quanto terá recebido para fazer figura de urso!

Já pensaram em utilizar papagaios para dizer as frases? A percentagem de sucesso seria maior...

(Obrigada Rute!)

6 de agosto de 2007

É uma piada, mas podia ser real...


Two patients limp into two different medical clinics with the
same complaint. Both have trouble walking and appear to
require a hip replacement.

The first patient is examined within the hour, is x-rayed the
same day and has a time booked for surgery the following week.

The second sees his family doctor after waiting a week for an
appointment, then waits eight weeks to see a specialist, then
gets an x-ray, which isn't reviewed for another week, and
finally has his surgery scheduled for six weeks from then.

Why the different treatment for the two patients?

The first is a Golden Retriever.

The second is a Senior Citizen.