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6 de fevereiro de 2008

De volta...

Acabei de chegar do alentejo. Estes dois diazinhos de descanso fizeram-me bem. Andar a desmontar candeeiros de jardim a luz solar, e pôr a maior parte deles a funcionar foi excelente para o ego.

E olhar para o céu completamente escuro e polvilhado de estrelas fez-me sentir em paz. Com a poluição luminosa que há nas cidades, é quase impossível ver a maior parte das estrelas. E perde-se um céu nocturno que é O espectáculo.

(Já me fiz convidada para a noite de São Lourenço)

30 de janeiro de 2008

Mistério da multiplicação

Impressão minha, ou os prémios de blogs crescem que nem cogumelos? (Ou reproduzem-se como coelhos...)

É só pôr dois lado a lado, e surge uma catrefada deles!

28 de dezembro de 2007

Nova lei do tabaco

Mandaram-me hoje a lista dos locais onde não se pode fumar, discriminados na nova lei do tabaco. Depois de ler tudo até ao fim, pergunto-me...

Não seria mais simples escrever - Só se pode fumar dentro de um saco de plástico fechado?!?

4 de novembro de 2007

Coisas que aprendi por ter o pé esquerdo "avariado"

  • Os fabricantes de automóveis fartam-se de nos enganar com 5 mudanças ou caixa automática. A 3ª mudança serve para quase tudo - arrancar num semáforo, acelerar até aos 50 km/h, abrandar para ver se o semáforo fica verde...
  • Em caso de uma subida, ou com o motor frio, a 2ª também serve para arrancar com o carro.
  • Não dá jeito nenhum fazer ponto de embraiagem com o calcanhar ou com uma muleta.
  • O pé direito não tem sensibilidade nenhuma para carregar na embraiagem. Está demasiado treinado para pisar a fundo no acelerador ou travão.
  • Descer escadas é pior que subi-las.
  • O Dr. House tem ideias muito criativas para usar a muleta, mas falta-lhe estilo.
  • Toda a gente é simpática contigo e quer ajudar-te a carregar com as coisas.
  • Há um limite para o número de explicações diferentes que podes dar para o mesmo acidente.
  • Da mesma forma, há um número limitados de comentários / bocas foleiras que podem ser feitos.
  • Morar num prédio sem elevador nem sempre é uma boa ideia.

18 de setembro de 2007

O hino nacional português, e as suas versões

A propósito do post anterior, apercebi-me de que faltam umas coisinhas importantes. Uma delas é a letra d' "A Portuguesa". A letra original (de 1890) e a actual (de 1957) estão aqui. E não, a versão de 1890 não tem erros ortográficos. Está escrita no mais correcto português de 1890, e se não acreditam, peguem no dicionário dessa altura!
E para os mais reticentes, aqui fica a versão que era muito popular nos passeios escolares de camioneta, quando eu era pequena. (Junto com "Sr. motorista por favor,..." "O caracol é um bicho..."(etc.))
Caracóis do mar, nozes podres,
Maçãs rainetas do meu quintal.
Levantar tarde da cama
É o nosso ideal!
Entre as bruxas da escola,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que hão-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões,
batatas com feijões!
(Mais alguém se lembra disto?)

5 de setembro de 2007

Agosto acabou

O meu mês preferido em Lisboa acabou.

A altura ideal para trabalhar foi-se. (Ainda por cima este ano que até nem fez muito calor nem mais de 5 dias seguidos de Sol).

Já não posso ir a qualquer lado e qualquer hora de carro, e encontrar lugar para estacionar. E 80% das vezes à porta!

Acabou-se o privilégio de ter uma faixa da estrada só para mim, mesmo nas de via única.

Adieu ao luxo de arrancar com calma no semáforo, sem ouvir buzinadelas assim que aparece o verde.

Bye bye a poder passear a pé sem respirar fumo de escape ou do cigarro do caramelo à frente.

Ciao a fazer compras no supermercado sem esbarrar noutras pessoas, ouvir putos aos guinchos e ter de fazer fila de espera nas caixas.

A maralha voltou. Os vândalos estão de volta. Bronzeados e piores que nunca. E para a semana, quando acabarem os restinhos de melanina e de boa-disposição por vir de férias, ainda vão piorar.

Não querem ir todos de férias outra vez?

31 de julho de 2007

Que bem que se está no campo...

Ontem deparei-me com uma cena bucólica. Um pastor tentava tranquilamente levar as suas cabras, com a ajuda de 3 ou 4 rafeiros, para o outro lado da estrada. Os cães não eram grande coisa como cães pastores, mas à força de entrarem e sairem a correr do meio da estrada lá conseguiram parar o trânsito e escoltar o rebanho para o "pasto" do outro lado. Não fosse estarmos no meio da cidade, a cena seria do mais idílico possível.

O Zé faz falta?

Estava eu muito bem a conduzir, quando me deparo com um cartaz verde gigante (outdoor para os mais preciosistas), com escrito em letras grandes "O Zé faz falta". Por baixo tinha um nome e apelido qualquer, e em letras pequenas, uma referência a um site e o símbolo do bloco de esquerda. Mesmo ao lado, cartazes de outros partidos anunciavam "Competência" (CDS-PP), "Rigor" (PS), "Lisboa a sério" (PSD) e "CDU, força alternativa".

Ora bem, o cartaz do BE tem muito que se lhe diga.

A começar pela cor: meus caros bloquistas, não se muda assim de cor de vermelho para verde, e de um dia para o outro. Além de que já há um partido melancia, que é o PEV (partido melancia é aquele que é verde por fora e vermelho por dentro, ndr)

Depois, a história da inconsistência entre o candidato ser só o Zé, e os gajos que estão a ser citados terem direito a primeiro nome completo e apelido. Tudo ilustres desconhecidos, claro, até porque de certezinha que há mais de um tipo chamado Luís Represas em Portugal.

E finalmente, o ponto fulcral: "O Zé faz falta". Dá pano para mangas analisar - começando por quem é o Zé, e acabando no porque faz falta. O meu primeiro pensamento foi terminar a frase com "para animar a malta". Lembram-se da música, "o que faz falta é animar a malta"? Pois, o Zé (Povinho) é bom para isso. Depois pensei: quem raio é o Zé? O Zé do talho? O da mercearia? O taxista? Esses realmente fazem falta. Será o Zé(zé) Camarinha? Parece que as estrangeiras gostam dele, mas será que faz assim tanta falta em Lisboa? Que tal o Zé Socras (José Sócrates para os mais respeitadores do protocolo)? Esse consegue animar a malta com discussões filosóficas sobre o seu curso, e inspirar greves e manifestações - será uma indirecta para dinamizar as marchas populares?

A pior hipótese que me ocorreu foi ser o Zé Castelo Branco... Ia ser lindo, vê-lo desfilar como presidente da Câmara de Lisboa, a discutir com os assistentes quais prédios em mau estado iriam ser cobertos de Chanel, e quais de Louis Vuitton. E a banir cães com mais de 20 centímetros e pessoas com mau aspecto ou mal vestidas. Por outro lado, devia de ser dos primeiros a acabar com os buracos na rua, que são um horrrrrorrrrrr para quem anda de limusina a tentar maquilhar-se.

"English as she is spoke"

Enquanto pesquisava os provérbios, dei com esta pérola na net. O livro parece fantástico, e de certeza que foi o manual com que o Zezé Camarinha e outros ilustres "machos latinos" aprenderam inglês. Vejam mais aqui

E por falar em bizarro...

Ontem estava a escrever o post. Tudo normal. Até que o tento publicar. Primeiro aparece-me um ecrã com o código do erro, e uma mensagem a informar que um engenheiro já tinha sido notificado e estava a tratar do problema. (Isto é que é rapidez!) Volto atrás com o browser, e, milagre dos milagres, o post ainda lá estava à espera de ser publicado. E desta vez não deu erro!
Ou será que deu?

Hoje fui a ver o blog, e tinha o mesmo post em duplicado! Será que o tal engenheiro usou papel químico? Enfim, já apaguei o post repetido, que por acaso tinha um comentário de um caramelo qualquer a fazer propaganda. Hm. Acho que acabei de fazer o meu primeiro acto de censura!

30 de julho de 2007

Estranho entardecer...

Ontem tive de sair de casa ao entardecer. A luminosidade era estranha, talvez do céu estar meio encoberto, talvez dos meus olhos, mas parecia-me que estava de óculos escuros, sem os ter postos. Foi surreal. Piscava os olhos continamente, para me ajustar à luz, à espera que as cores normais voltassem.

O motivo que me fez sair de casa também era em si surreal. Ligaram-me do banco, a explicar que a escritura só seria no fim de Fevereiro para eu poder resolver um assunto (que já estava resolvido), conforme me tinha sido alegadamente explicado pela solicitadora (que não fez nada disso).

Desci a rua a estranhar a luz e o facto de ter de ir apresentar de novo papéis que já deviam estar fotocopiados e processados. Olho para o lado, e vejo um estranho cortejo sair da escola de cabeleireiros, vestidas e penteadas de gala, fazer pose para as fotos, dar meia dúzia de gargalhadas histéricas, e voltar para dentro. Como se nada se tivesse passado. Só tive tempo de ligar o "podinho" para ter algo real, antes que me conseguisse convencer que era desta que tinha enlouquecido.

Direitos de autor...

De vez em quando costumo ver o blog do faxavor. Hoje estava a ver os posts antigos, e dei com uns sobre plágio. O artigo original, foi este sobre Portugal ser melhor que França.
Foi plagiado em pelo menos três sítios, do bubaloo, do cumixoso e de um gajo que resolveu fazer um remix de tudo o que foi dito sobre o assunto. A discussão que se seguiu foi interessante, e a sequela também.

Levou-me a pensar: Como é que uma pessoa sabe que foi plagiada? E como descobrir o real autor dos textos anónimos que tantas vezes circulam por email?

E descobri como fazer hiperlinks no blog. yay! :-)

Teenagers...

Cena típica de liceu (ou preparatória/secundária/C+S/whatever)...

2 estudantes do mesmo sexo aproximam-se doutro estudante (do sexo oposto). A frase é típica, e quase toda a gente a deve ter ouvido. Só que são duas raparigas a aproximarem-se de um rapaz, e uma delas a dizer "A minha amiga acha-te muito giro e quer-te conhecer. Como te chamas?"

Não vi o resto da cena porque estava com pressa. Mas foi o suficiente para tirar duas ilações:

1 - As raparigas estão mesmo mais atiradiças do que os rapazes. Quando eu andava no liceu a cena era ao contrário, com os rapazes a aproximarem-se (ou não...) das raparigas.
2 - Estou a ficar velha! A expressão "no meu tempo" veio-me à mente com uma rapidez estonteante, e a ultima vez que ouvi um "posso-te conhecer" foi na sessão da tarde da juke, há demasiado tempo atrás. ( e tive de gramar a amiga que estava comigo chamar-me "Teresa" durante uma data de meses... Mas isso já é outra história)

Encerrado para balanço.

Chegou aquela altura do ano em muitas lojas e empresas encerram para balanço. Este ano resolvi fazer o mesmo. Vou fechar para balanço, e só voltar a abrir quando tiver as ideias arrumadinhas.

Ahahahahahahahahahahahahahahahah!

Agora a sério...

A passagem de ano está aí! É só fazer as malas e fugir em direcção ao Algarve, mas sem bater na mãe que isso é complexo de Édipo mal resolvido do Afonso. Compras de ultima consoada aí vamos nós! E se tudo correr bem, nada de procurar uma farmácia na manhã de dia 1. E se correr melhor, ainda não vai ser este ano que se vai dar conta que o mundo já acabou. Eu estou com certa curiosidade sobre o que vão fazer no dia 07/07/07 - o 7 é um número mais místico que o 6, e no dia 06/06/06 fizeram uma fita enorme, entre ameaços de Apocalipse e estreia de filme de suspense.

Até para o ano, e se estão a trabalhar... Azarucho! *g*

Ah, sim... Boas saídas, melhores entradas, e que 2007 seja um ano feliz, ou então nem tenha o descaramento de aparecer!!!

Para quem tem de trabalhar 24 e 25 de Dezembro

É chato. Trabalhar ao domingo e num feriado é sempre chato. Mas...

- Se acreditam no Pai Natal: Ele também está a dar no duro para entregar as prendas todas. Pior, são mais de 24 horas non-stop por causa dos fusos horários. E a lista de prendas está por ordem alfabética e não geográfica! Portanto resta o consolo de que estão a dar apoio moral ao velhote das barbas que costuma trepar pelas chaminés e agora pelas janelas.

- Se acreditam no nascimento do menino Jesus, e na travessia dos reis magos: Estão cheios de sorte! Jesus estava a tentar nascer, Maria estava cheia de dores de parto, José desesperava à procura de quarto, e os reis magos estavam a atravessar o deserto de camelo a olhar para o céu à procura da estrela. Para não falar dos pobres camelos que, além de atravessar o deserto, ainda tiveram de alombar com uns marmanjos grandes e gordos! Estar sentado num escritório quentinho com o frio que faz lá fora já não parece assim tão mal.

- Se são judeus... Bem, os judeus têm tido uma história recheada de azares, portanto... Trabalhar no hannukah deve ser mais um dos testes de Deus. Não esquecer de anotar as horas para garantir um lugar decente no paraíso.

- Se só acreditam no espírito materialista e na troca de prendas: As lojas vão estar todas fechadas a partir das 18. E os cafés também. Vai ser impossível fazer seja o que for enquanto vigorar o horário de Natal. Estão cheios de sorte, no trabalho podem fazer compras on-line e receber prendas virtuais!

- Aos restantes: ver a frase de abertura. E resta a consolação de que, como normalmente compensam estas coisas, na passagem de ano vão estar livres para a borga!

Sou mesmo picuinhas...

1º Acto: (Terça-feira) Estou eu à seca, tinha acabado de ler na diagonal o público, e deu-me para tentar fazer as palavras cruzadas. Eu nunca tive muita paciência para as palavras cruzadas. São um bicho estranho, que vai buscar as palavras mais recônditas do dicionário, e vai repetindo-as. Até acho que deve haver um dicionário de palavras cruzadas, mas enfim. Isso não interessa nada, da mesma forma que não interessa nada o facto de eu começar sempre por preencher as casas dos símbolos químicos. (não sei todos de cor, mas também nunca se lembram de pôr elementos como o unillpentium, ou o tecnécio).
Passei-me com as palavras cruzadas por dois motivos: não tinham um único elemento químico, e achava que "abeatar" e "ovar" não eram verbos com os significados que apareciam listados.


2º Acto: (hoje) Estava a conversar no messenger com a amiga que me deu o público na terça, e pergunto-lhe se tinha o de ontem. E já agora, se podia transcrever as soluções. Ela foi uma querida e transcreveu. Obviamente que fui logo ver se "abeatar" e "ovar" existiam na solução. Existiam. Pronto, tinha MESMO que ver se estavam correctas antes de reclamar com os tipos a explicar que era "beatificar" em vez de "abeatar", e que "ovar" era apenas uma cidade. Ops. Ainda bem que não reclamei. As palavras existiam, e estavam com os significados correctos.

Qual é o passo seguinte? Não, não é admitir a derrota e esquecer o assunto. Pus-me a ver todas as outras palavras, e apesar de não ter o jornal à mão, e só o ter visto uma vez, acreditam que ainda me lembrava de grande parte das definições? Enfim, dei por mim à procura no google, na wikipedia e no dicionário online da porto editora o significado de todas as palavras que me suscitaram dúvidas. E não é que existiam?!?

Dá para tirar três conclusões deste episódio:
--> Realmente as palavras cruzadas têm um vocabulário próprio (não acreditam? Vão procurar exido, leneu ou etal ao dicionário), que eu desconheço em grande parte. Só acertei em metade das palavras.
--> Eu sou uma perfeccionista do caraças. Ok, picuinhas mesmo. Não consegui esquecer o assunto até verificar TODAS as palavras dúbias.
--> Tenho que voltar a ler mais livros não-técnicos. E em português.

Mas não acham que já chega?

A primeira vez que os vi achei piada. Foi há uns 6 anos, dois ou três bonecos grandes do pai natal pendurados no parque dos príncipes, como se estivessem a trepar a fachada para entrarem nas casas. Desde então, tem sido um crescendo, cada vez se vêm mais bonecos do pai natal pendurados pelos prédios, uns com escada, outros com luzes, outros com escada luminosa. Chega a haver prédios que têm os ditos bonecos varanda sim, varanda não!

Não acham que já chega? UM tem piada, centenas e milhares já se torna repetitivo! Especialmente quando a varanda/janela/whatever têm mais luzes do que uma fábrica de lâmpadas.

No ano passado dediquei-me a uma cruzada para fotografar o maior número de "pais natal", e decorações com muitos Watts e pouco gosto. Este ano lembrei-me de comprar uma metralhadora de paint-ball e andar a disparar para o pai natal. Já que os tenho de aturar, ficariam mais giros em várias cores!

Alguém sabe onde comprar uma arma de paint-ball com mira decente? E daí, eu não tenho pontaria nenhuma. Se calhar é melhor ficar pelas fotos, e fazer um blog com as aberrações de Natal. E viva o espírito natalício com o patrocínio da lola-lola...

Já falta pouco...

As obras em casa estão quase a acabar. Felizmente. Já não aguentava tanto pó no ar, e cheiro a colas, verniz e outras tretas. Estavam a atacar violentamente a minha garganta, e a conspirar com a constipação para eu ficar afónica e a sentir-me francamente mal. Agora só resta pintar as paredes, mas esse cheiro é muito menos violento que os anteriores.

Chateia-me uma coisa. Porque é que, quando finalmente deixou de chover e se podem abrir as janelas todas e arejar a casa, está um frio de rachar? Estou farta de ter de escolher entre estar quentinha, ou respirar em condições sem ataques de tosse violentos!

Não me apetece...

Estou numa semana de não me apetece. Não me apetece fazer seja o que for, nem me apetece fazer nada.

Deve ser jet lag, misturado com constipação extra-forte (importada directamente de Paris - mais valia ter trazido perfume!), obras em casa e falta de sono. Dói-me a garganta, acordo "n" vezes durante a noite sem respirar, estou farta do pó e tenho o nariz mais assado que um frango esquecido no churrasco.

Domingo à noite só queria chegar a casa e dormir... Errado - tinha de ajudar a afastar os móveis porque o pedreiro chegava na segunda de manhã para começar a obra.

Segunda só queria dormir até tarde... Yeah, right. O raio do pedreiro chegou cedo e começou logo a partir a parede. Mas também não cedi - peguei nos tampões nos ouvidos e voltei a (tentar) dormir! Ninguém me acorda cedo quando eu não tenho de me levantar!! Lá acordei à hora programada, e acabei por não fazer nada do que queria, e tudo o que não queria - a começar por passar o dia a espirrar violentamente. Lindo.

Terça fui outra vez acordada pelo martelar... Só me roubou 30 minutos de sono (tinha de acordar cedo, mesmo), mas mesmo assim deixou-me de mau humor. Não são modos civilizados de se acordar alguém! Não me apetecia sair de casa, mas tive de o fazer. Não me apetecia ficar na rua a estudar, mas que remédio. Não me apetecia ir tomar café, mas lá conseguiram convencer-me. Não me apetecia escolher pratos, copos e talheres, mas a lista tinha de ficar pronta mais cedo ou mais tarde. Não me apetecia telefonar, mas a alternativa de ir lá pessoalmente ainda me apetecia menos. Não me apetecia voltar para o estaleiro, perdão, casa, mas ainda me apetecia menos continuar fora de casa.

Quarta foi melhor - já não havia marteladas para ninguém! Só o telefone a tocar de 15 em 15 minutos, mas enfim... Já era pedir muito, ter uma manhã sossegada nesta semana de m... Não me apetecia levantar, mas a bexiga falou mais alto. Não me apetecia sugerir onde pôr os móveis, mas não me podia escapar sem despejar meia dúzia de opiniões. Não me apetecia sair de casa, mas sempre era preferível do que dar mais outra dúzia de opiniões. Não me apetecia comer, e safei-me - dieta de chá e mel com limão, até ter a garganta num estado razoável. Não me apetecia ver albuns e escolher o fotógrafo, mas fui e escolhi.

Hoje foi nhé. Nhé com vários encolheres de ombros. Não me apetecia ver convites, mas também não me apetecia não os ver. Não me apetecia acabar o projecto aplicativo, mas não tinha opção. Não me apetecia ligar o computador para enviar o projecto, mas era estúpido não o fazer. Não me apetecia respirar, mas os pulmões também estão ligados ao sistema parassimpático. Não me apetecia montar móveis, mas dei por mim de martelo na mão a acertar com vontade nos pregos. Não me apetecia levar a empregada a casa, mas já me tinha comprometido. Não me apetecia escrever no blog, e dou por mim a escrever imenso.

Não me apetece fazer nada, e acabei por fazer tudo o que tinha para fazer, e mais algumas coisas. Que teria eu feito se me apetecesse?

Cuidado com as imitações!...

Tenho um cachecol feito de bolinhas de pelo de coelho que adoro. É quente, fofinho, e das coisas mais aconchegantes que se pode usar à volta do pescoço. Há uns anos uma colega de faculdade pediu para vê-lo, e comentou horrorizada "é de pele verdadeira! Não tens pena dos pobres bichinhos?"

A minha resposta foi instintiva, "Não!? Eu adoro coelho guisado, e quando fazem o desmanche dos animais não deitam as peles fora. Além de que se reproduzem que nem coelhos!" E olhei significativamente para a pasta dela, de pele de avestruz. Ela apressou-se a esclarecer que era falsa.

Não será pior andar com peles falsas do que com verdadeiras? Ok, não se mata nenhum animal para se fazer uma pele falsa, mas acabam continuar a promover os objectos de pele. Além de que uma pessoa que realmente respeita os direitos dos animais e tem tantos "furnicoques" com peles, deveria manter a milhas tudo o que se assemelhasse a elas. Sei lá, andar vestida de sacos de plástico ou de pano reciclado... Para mim, é uma hipocrisia, e uma maneira de tirar dois pesos da consciência: o de parecer ser politicamente correcto, e o de não ter dinheiro para comprar o artigo genuíno.