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2 de outubro de 2008

Dia de...

Hoje não correu nada bem. Chego a casa, e a carta da CML em vez de conter a licença, era para pagar a taxa de conservação de esgotos. Chulos! A lata!! Se sabem a minha morada, porque enviam a carta errada? Eu já paguei a licença - pelos vistos a câmara funciona como os biscateiros: se se paga antes, fica-se mal servido...

Subo as escadas e descubro um papelucho na porta. Os senhores da EDP passaram para cortar a luz. Que simpáticos... Para a próxima não levam com "bom dia" nem "obrigada" no post-it com a leitura do contador - e se não escrever "chulos" e "bestas quadradas que cortam a luz logo a seguir a acabar o prazo" já vão com muita sorte!! Anda uma pessoa descansada com o pagamento por débito bancário, e acontecem merdas destas... *suspiro*

Depois a inquilina do andar de cima resolveu implicar que as obras fizeram partir uma janela, e sentiu o telhado a mexer, e por isso choveu em casa. Pois, foi pena ter-se lembrado dessa enquanto as obras estão paradas... Deve achar que está com sorte, mas engana-se. É impossível ter danificado seja o que for no andar de cima, e se quiser provar tenho uns professores de projecto e estruturas que iam adorar o case study. Provavelmente entupiu o tubo de queda, mas esta gentinha só quer é coisas à borla... Vão para o caralhinho, e não me cheteiem muito senão faço-os pagar pela infiltração que causaram no meu apartamento. Estou a ficar com muito mau feitio....

Pelo menos tive a visita do electricista (finalmente! "só" demorou um mês a S. Ex.cia se dignar ir dar um orçamento...), e pareceu-me competente. Já vem altamente recomendado por pessoas conhecidas, o que calha sempre bem. Agora é esperar que o orçamento não seja muito puxado - mas depois de ter recebido um orçamento de 9000 euros (mais IVA) de um artista que nem as amperagens das tomadas sabia, já estou por tudo... Deitar-me num colchão largo antes de ler os orçamentos, para não cair redonda no chão. Com a minha pontaria, vou parar outra vez ao hospital...

Adenda: Tinha-me esquecido da cereja... Estava a voltar para casa, e apanhei o transito caótico do Benfica - Nápoles. Era mesmo o que me faltava, ter de aturar carros mal estacionados, bichas tão cerradas que não consegui trocar de faixa, adeptos a passear pelo meio da estrada como se tivessem num jardim e dar a volta a meio bairro só para conseguir chegar a casa. Foi pena o rádio só me ter elucidado contra quem o Benfica jogava depois de ter passado pelos adeptos. A vontade de gritar "Náaaaaapoli" era muita....

23 de maio de 2008

39 dias...

É o que me falta para me ver livre de fazer algo que absolutamente odeio, que só dá problemas inesperados, e me caiu nas mãos porque me ofereci inocentemente para dar uma ajudinha há mais de meio ano atrás. Como dizem os anglo-saxónicos, "No good deed goes unpunished".

Há duas coisas que nunca pensei dizer. A primeira é estar tão feliz por o contrato estar a acabar. A segunda é sentir a falta de trabalhar com merda. Literalmente. =)

Deixo-vos com um cover da música dos Europe, "The final countdown". Esta versão é dos Laibach. As coisas que se descobrem quando se vai um bocadinho além do óbvio numa pesquisa...

17 de maio de 2008

Porque ainda não me passou o mau humor...

Sim, é tétrico. Sim, é de Chopin. Sim, está incompleto.

As imagens complementam bem a música e o meu estado de humor.


E sim, vai passar...

7 de maio de 2008

I'm Going Slightly Mad

Ou sou eu, ou é o mundo que está a ficar ligeiramente maluco...

4 de maio de 2008

Relações humanas

Ontem estava muito bem na varanda a cuidar das minhas plantinhas, quando ouço um casal a discutir aos berros na rua. Tentei ignorá-los, obviamente, mas não ia deixar de fazer o que estava a fazer só porque um casal histérico resolve dar espectáculo na rua e se esquece de cobrar bilhete. Entre as palavras soltas que apanhei no ar, ouvi umas quantas de vezes "pouca vergonha", "deixas o puto em casa e andas por aí", "e eu bem te vi a falares com aquela gaja".

Na altura não liguei muito, mas depois deu-me que pensar. Não é a primeira vez que apanho um casal a discutir aos berros, e a fazer uma cena de ciumes, na praceta. Desconfio que tenha a ver com o café à porta do qual ocorrem a maior parte das discussões - a clientela é barulhenta, deixa os carros a bloquear metade da rua, e sempre que há futebol sabe-se logo quando e quem marcou golo (sem ligar a tv).

Não percebo duas coisas nestas cenas. A primeira, é qual a utilidade de desatarem aos berros no meio da rua, expondo a vida privada a toda a vizinhança e arriscando-se a ficarem sem voz no dia seguinte. Gritar não resolve nada. Lembro-me de a minha mãe contar que tinha uma professora que passava a vida a lembrar as alunas (era um liceu feminino) de que uma senhora não gritava. Na viagem de finalistas a Londres, assim que o avião levantou voo um grupo de alunas começou aos gritos de aflição. A professora admoestou-as, e elas retorquiram "e se o avião cair? Que vai ser de nós? Aiaiaiaiaiai". A resposta da professora foi magnífica: "se o avião cair, gritar não ajuda a que este se mantenha no ar. Portanto parem com a gritaria."

A segunda coisa que não percebo são as cenas de ciumes, e o andar atrás do respectivo(a) namorado(a). Escrutinar todos os detalhes da vida, vigiar os telefonemas, correspondência, ter um cúmplice que o(a) segue a todo o lado, e submeter a cara metade a apertados interrogatórios sobre onde esteve e com quem. E se aparece um fio de cabelo na roupa - está o caldo entornado! Não sei como uma pessoa pode ter pachorra para perder tanto tempo só a controlar outra.

Para mim, se se está com alguém, tem de se confiar. E a confiança deve ser total e absoluta, sem questionar nem hesitar. Senão não vale a pena investir numa relação. É desperdício de tempo e desgastante emocionalmente. Mas dá uma certa dose de animação de rua. E se não for às 3 da manhã, ainda melhor! (A primeira discussão aos berros que ouvi desde que estou nesta casa foi a essa hora. Aparentemente o rapazinho tinha ido deixar a casa uma amiga, e a namorada seguiu-o e não gostou. Teenagers!)

30 de abril de 2008

A mãe de todas as vacas!


Estava atrasada, e tinha de pendurar o carro nalgum lado. Passando em frente ao Imaviz, vejo um buraquinho com pouco mais do que a largura do carro, e lá estaciono o carro. Deu para abrir a porta e eu sair, e ainda sobrava imeeeeenso espaço do lado do passageiro para o condutor do outro carro entrar. SE não fosse mais gordo que eu, claro.
Entro no Imaviz, trato do que tinha a tratar, e menos de meia hora depois estava a sair.

Da porta vejo uma fiscal da EMEL à frente do meu carro, a espreitar pelo vidro e de caderninho na mão. Bolas!, pensei, não me digam que o meio-lugar era a pagamento! Aproximo-me da senhora com um ar aflito, e pergunto esta é uma zona de parquímetros?. A fiscal responde que sim, e apontando para o meu carro, pergunta se é o meu. Respondo que sim, já com cara de quem ficou entalada com uma multa por ignorância. A fiscal pergunta se vou sair já, e após a minha resposta afirmativa, diz-me para ir andando, que ainda não tinha passado a multa. Desfaço-me em agradecimentos, desejo-lhe um bom dia e muitas felicidades, e arranco sem demora.

Agora digam-me se esta não é a mãe de todas as vacas?!?

(Deve ser para compensar do azar da semana passada...)

22 de abril de 2008

Azares...

Um dos meus maiores medos no automóvel sempre foi a porta fechar-se de repente enquanto estava a entrar, e ficar sem o pé. Não me perguntem porquê, simplesmente é assim. Este domingo concretizou-se. Estava muito bem semi-sentada no banco do condutor, com a perna esquerda apoiada no chão a apertar o cinto de segurança do passageiro, quando uma rabanada de vento fecha a porta violentamente. Bam. Em cheio na parte de trás do joelho.

Até vi estrelas! Solto um murmúrio de protesto, abro a porta e arrasto-me para o banco de trás tentando não dobrar a perna para não piorar as dores. A muito custo respondo às perguntas de "Estás bem" e tento tactear a perna para ver se parti alguma coisa. Aparentemente não, foi só músculo ou tendão. Boa! Resta só esperar um bocadinho, manter-me consciente, e a dor desaparece e podemos ir almoçar.

Assim foi. A dor passou, almoçamos, voltamos a casa, e só me lembro da pancada quando tenho de andar, subir escadas, ou algo roça no joelho. E nem ficou muito negro, já tive nódoas negras muito mais feias. Porreiro, já estou outra vez operacional, pensei eu ontem à tarde.

Ontem à noite parti uma taça enquanto estava a enche a máquina da loiça. Baixo-me para apanhar os cacos, e ao levantar-me acerto em cheio com a cabeça no tubo do contador da água. F....... Normalmente farto-me de dar cabeçadas em todo o lado, mas desta vez doeu. Fiquei tonta, a ver tudo desfocado e ligeiramente enjoada. Vou-me deitar com a esperança que de manhã já estivesse boa e pudesse ir trabalhar.

De manhã não estava muito melhor. Levantei-me a custo, tomei um duche hiper-rápido, e... Quase desmaio. Não me aguentava de pé. Telefono para o trabalho a avisar que não ia, mas acho que a pessoa que atendeu não acreditou muito em mim. ainda não me conhece bem - acidentes improváveis é comigo. Sobreviver sem grandes danos a acidentes com grande probabilidades de não sair ilesa (ou viva) é comigo. E se não é comigo, é com algum dos meus amigos próximos.

Enfim. Estou numa semana de azares. Acho que é melhor vestir um fato almofadado integral, antes que parta qualquer coisa...


17 de abril de 2008

Abril, águas mil...


... lá dizia o provérbio. E talvez por ter tido tantas reclamações nos últimos anos, S. Pedro (ou Pedrocas) resolveu cumprir. Tem chovido que se farta este mês, tal como previsto.

Curiosamente, sempre no dia a seguir a eu pensar (ou dizer) "amanhã vou lavar o carro". Obrigada pela atenção Pedrocas, mas a não ser que resolvas fazer uma chuvada de água, seguida por detergente para carro, mais água e cera hidrofílica, podes parar a rega. Já consegui juntar os 5 euritos para pagar uma lavagem automática, e aquelas escovas rotativas têm uma interactividade que os melhores relâmpagos não conseguem.

Ah, já agora... Obrigadinho pela semana de Sol quando estive de férias. Caiu-me que nem gingas! :)

14 de abril de 2008

Porque o fim de semana passou a voar...

Mal tinha começado a apreciar o fim de semana, e ele desapareceu-me enquanto o diabo esfrega o olho. Entre a escolha e compra do frigorífico, arrumar a casa, ir ao concerto de encerramento do dia da música, explicar por telefone como usar a internet e extrair .rar, e acabar as últimas mudanças, o tempo foi-se. E ainda ficou um sofá e um colchão para retirar... *suspiro* Detesto mudanças!

Para finalizar em grande, fiquem com a música que o Rui Veloso se tentou escapar de cantar, mas o António Sala não deixou!! Grande forma de terminar o concerto...

(E a Maria João é definitivamente a pior dançarina que alguma vez vi... O que vale é que até canta benzinho - mesmo quando trocam o fumo branco por fumo de Cannabis sativa... nudge nudge, wink wink, say no more!)

9 de abril de 2008

Parabéns para mim...

E já lá vão 11 anos...

Tempo de pausa...

Hoje almocei sozinha. Por vários motivos, distrai-me com as horas e acabei por perder o comboio dos colegas para o refeitório. Não estava com muita fome, nem me apetecia estar no meio do refeitório sem nada para ler, a almoçar enquanto olhava para as paredes e me tentava abstrair do ruido e da luz fluorescente branca.

Pego no carro, vou comprar uma sandes e um sumo, e ala para o jardim mais próximo. Escolho uma mesa com cobertura, e sento-me calmamente a ouvir os pássaros e o vento nas arvores. Como o dia está chuvoso, quase não se vê ninguém. Passam umas pessoas apressadas, e uns velhotes calmamente a discutirem um assunto qualquer. Mal reparo neles. Vou saboreando a sandes, temperada pelo vento fresco e o aroma da terra molhada.

Era mesmo disto que estava a precisar. Desligar completamente do computador, telefone e assuntos pendentes. Por meia horinha pude relaxar completamente, e voltei ao trabalho completamente retemperada.

Começo a pensar que tenho de fazer isto mais vezes. Não obrigatoriamente almoçar sozinha, mas ir almoçar para um jardim. Fazer um piquenique urbano, sem stress e a respirar ar puro. Ou semi-puro, que a poluição não desaparece só porque há uma camadinha de árvores a filtrar o ar...

Só faltou mesmo a caminha de rede para dormir uma soneca... Dizem os experts que uma soneca depois de almoço, desde que não exceda os 30 minutos, só faz bem.

31 de março de 2008

Há quem não perceba o que são FÉRIAS...

Sexta-feira à tarde.
Telefono à gráfica que me anda a moer o juízo com a incompetência pegada, para relembrar que é para enviarem as últimas versões dos posters até ao final da tarde. E informar que, como vou estar de férias na semana seguinte, devem enviar tudo para a minha colega (que os contratou). Sim senhora doutora, respondem-me, enviamos já a seguir. (Nem me apeteceu corrigir o "Doutora". Serve. No ponto em que a situação está, não vou prescindir do título, mesmo sendo o incorrecto).

Receberam o email? É que eu também não...
Envio um novo email a perguntar o que aconteceu aos posters.

Segunda de manhã
Tal como estava a prever, só enviaram os posters de manhã, e esqueceram-se de encaminhar para a minha colega. Verifico que estão quase todos bem, e encaminho para a pessoa certa. Envio as correcções a fazer à gráfica, aproveitando para relembrar que deviam ter chegado na sexta-feira e que, como estou de férias, devem encaminhar os emails para a minha colega. Envio um email ao chefe com o ponto da situação e um mini relatório de progresso doutro projecto.

Volto para a cama para dormir mais um bocadinho. Afinal de contas, só tinha posto o despertador para de manhã cedo porque tinha a certeza que os ... da gráfica iam fazer asneira.

Acordo de vez, e vou ver as novidades no email. Vá lá, os tipos da gráfica já perceberam que não é comigo que têm de falar esta semana. Lamento, vão ter de falar com a senhora que se chateia com eles por não adiantarem o trabalho, em vez de lidarem com a senhora que impõe prazos e aponta as correcções de uma forma simpática e educada. Tinha era um email com umas dúvidas sobre o conteúdo do site. Respondo, explicando tudo com detalhes, e reenviando os ficheiros no caso de serem precisos. E já agora, explico que estou de férias, e que as respostas urgentes serão com a minha colega.

Tecnicamente, estou de férias e nem sequer tinha de verificar o mail. Tecnicamente, este projecto não é meu e só estou a dar uma ajudinha para ver se não atrasa mais. Mas não consigo deixar as coisas por resolver... Não quando são coisas simples que em meia hora, uma no máximo, estão tratadas.

(Só espero que quando voltar o processo não tenha ficado encalhado no mesmo ponto... Afinal de contas a minha colega, que era a responsável do projecto, só o deixou atrasar ano e meio...)

20 de março de 2008

Cansada...

Sinto-me exausta. Sem forças. Andar é um esforço, subir escadas quase impossível. Cada vez que chego a casa, só me apetece esticar-me no sofá a ver um episódio de qualquer coisa e dormir. A maior parte das vezes adormeço mesmo... E mesmo assim continuo cheia de olheiras.

Não percebo. Ou estava com o sono MESMO atrasado, ou a hora a que estou a tomar os comprimidos é a pior possível. Hoje experimentei trocar a hora. Vamos ver se resulta...

(Começo a achar que estou num daqueles meses em que não devia de ter saído da cama....)

4 de março de 2008

Ideia tresloucada...

Apetece-me mandar esta senhora simpática à empresa que não responde aos meus emails... De certeza que não voltaria sem resultados palpáveis!

27 de fevereiro de 2008

Tinha-me esquecido..

... de quanto o raio do medicamento é rápido a actuar! Ainda só tomei 2, e já tenho os efeitos secundários todos - enjoo, tonturas, andar eléctrica...

*suspiro*

Mais uns diazinhos e devem passar. Espero. De qualquer maneira é melhor não tomar de manhã... Dá-me muito jeito estar em condições de conduzir quando saio de casa!

25 de fevereiro de 2008

Consulta de psiquiatria

Hoje fui experimentar um psiquiatra, escolhido mais ou menos ao acaso. Liguei para o apoio a clientes do seguro de saúde, e pergunto quais são os consultórios acordados em Lisboa, na zona tal. Tinha outros contactos, mas não só tinham consulta para mais tarde, e não tinham acordo. E eu acho que já gastei mais do que suficiente em médicos nos últimos tempos.

Chego ao consultório uns minutos antes da hora. Preencho a ficha. E espero. Espero. Farta de esperar, pergunto à recepcionista se dá tempo para ir lá abaixo tomar um cafézinho. Para meu azar, a paciente que lá estava resolveu sair naquele momento. Bolas. Devia ter perguntado antes...

Entro. É um consultório agradável, e para meu espanto vê-se monsanto. Comento, e ficamos uns minutinhos a conversar sobre a vista, alguns objectos de decoração de que gostei, e sobre o meu trabalho. O suficiente para conseguir relaxar um bocadinho, e falar do que me levou lá. Expliquei em traços largos que achava estar deprimida, que não era a primeira vez, e como tinham passado as anteriores. E como da última vez a depressão parecia ter vindo do nada, e esta para lá caminhava.

Não falei muito. Não me apetecia, nem tinha forças para isso. Ambos sabíamos porque estava lá. Ambos sabíamos qual era a solução. Ele acertou à primeira no medicamento, quase que dissemos o nome ao mesmo tempo.

Fez mais perguntas a que respondi. Mas dava para ver na minha cara, olhos e postura o que se passava na alma. Sou demasiado transparente a maior parte do tempo...

Gostei do médico. Deu-me o número de telemóvel para lhe ligar se tivesse quaisquer problemas com a medicação, ou esta não funcionar. Não me impingiu psicoterapia, e ainda disse que posso beber um copo de vez em quando.

As coisas estão a começar a compor-se...

24 de fevereiro de 2008

A saga do Bubacar Bari

Há coisa de 2 meses, recebo no correio uma carta da sportzone, endereçada a um tal de Bubacar Bari. Obviamente não é para mim, nem ninguém cá de casa, nem para os anteriores moradores.

(Estranhamente, deixei de receber tanta correspondência para os antigos moradores quando, ao fim de seis meses enviei tudo num envelope de correio verde junto com uma cartinha a explicar outra vez como os correios tinham um serviço de reencaminhamento postal, e que futura correspondência seria devolvida. Gostaria de ter visto a cara da mulher quando recebeu o cartão multibanco e o pin... Ainda nos respectivos envelopes fechados!)

Voltando ao Bubacar... De que é que me lembrei ao ver a carta? Que alguém se tinha enganado ao preencher o andar. Pus na caixa de correio ao lado.

Voltou à minha ao fim de três dias. Oops, vizinho errado. Se calhar é da família africana que mora na cave. Pelo menos, o nome é exótico o suficiente... Ponho a carta na caixa do correio da cave, e deixo de a ver durante uns tempos. Porreiro, foi parar à pessoa certa, pensei.

Cedo demais... Ao fim de um mês, tinha a carta de volta na minha caixa do correio. Bolas!

Sem mais ideias, decido pôr a carta em cima das caixas do correio, para que o destinatário ou o carteiro a recolhesse, mas em vão... O raio da carta voltou a aparecer na minha caixa do correio. Parece praga!

Já estava para a deitar fora, quando descubro isto.


Afinal o Bubacar existe! Aproveito para fazer aqui um apelo - Bubacar, pázinho, se estás a ler isto... Tens uma semana para levantar a tua carta antes que vá parar ao ecoponto!

(E tens sorte de não cobrar taxa de estacionamento postal...)

14 de fevereiro de 2008

Vamos ao trabalho...?

Porque me apetece gritar... "vão vocês! vão vocês, vão vocês, vão vocês!!!!"

13 de fevereiro de 2008

A atingir a massa crítica

Hoje não está a ser um bom dia.

Estou quase quase a atingir a massa crítica, e se lá chegar, preparem-se para a explosão. Depois não se queixem que não avisei. Um "bom dia" passa, mas não se estiquem com perguntas parvas do tipo "tudo bem?".

A manhã foi um desastre, com os da gráfica a desaparecerem outra vez a meio processo, as pessoas que necessito para resolver os problemas não estão contactáveis, e não posso desatar aos murros ao primeiro paspalho que me resolve cortar o caminho, até porque os paspalhos não são completamente estúpidos e quando estou com MUITO mau feitio costumam abrir alas, e só não desenrolam o tapete vermelho porque não o têm à mão.

Já vou no 3º ataque de pânico, não consigo dizer frases sem trocar metade das palavras por outras, e parece que o almoço quer voltar a sair por onde entrou. Ah, sim, e não consigo parar de tremer e fazer gestos repetitivos...

E para ajudar a relaxar e concentrar no trabalho que posso fazer sozinha, as gralhas do gabinete ao lado resolveram pôr-se na conversa tão alto que parece que estou lá.

Perdi um dos telemóveis, e o outro ficou sem bateria no dia em que me esqueci da porcaria do carregador. E ainda me esqueci que estava quase sem gasolina, e tive de voltar atrás para ir à bomba e não ficar no stress perene de saber se os vapores de gasolina chegam para ir ao trabalho e voltar a casa. Acho que nunca tinha visto o ponteiro tão em baixo - nem levantou um milímetro quando liguei o motor.

E o raio do ipod também está a ficar sem carga, mas acho que tenho o carregador algures.

Só falta acontecer mais alguma para eu me passar e berrar um "foda-se!" digno de partir vidros. Ou matar alguém. Pensando bem, um "foda-se!" tem menos hipóteses de dar em cadeia...

12 de fevereiro de 2008

A arte de encher chouriços

Já que gastei os últimos posts a encher chouriços, resolvi elaborar o tema.

Aqui, aqui e aqui podem descobrir mais sobre a arte.

E para finalizar, aqui ficam vídeos ilustrativos...