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2 de junho de 2008

O "Spot"

- "Lá estás tu outra vez escondida no cantinho!"
- "Por acaso não. É o melhor sítio para estar. Tenho a escada de emergência como encosto, o pilarete para pousar a chávena de café e o cinzeiro, e vista para o único ponto com árvores no meio dos prédios. É o spot!"

E eu nem costumo fumar. A não ser que esteja sob muito stress, e precise de um rito de passagem para reorganizar ideias e me concentrar. Se não tenho cuidado, este ano ainda passo dos meus dois maços de tabaco anuais, grande parte dos quais oferecido a amigos que não conheciam aquela marca. Quem fuma tão pouco pode-se dar ao luxo de ser posh e só fumar marcas que não se encontram em lado nenhum...

(Por falar nisso, alguém sabe onde se vende More de mentol em Lisboa? Não consigo encontrar em lado nenhum, e a marca alternativa saiu do mercado há meses...)

1 de junho de 2008

Insólito à chuva...

Chovia torrencialmente. Ofereci-me para dar boleia, como sempre faço quando estou de carro e tenho colegas apeados. Entramos no carro, e mal arranco com o carro ouço a pergunta mais inesperada...

- "Gostas de conduzir?"
- "Por acaso gosto, porque perguntas?"
- "Pela maneira como seguras no volante. Estás muito descontraida. A maior parte das mulheres que conheço agarra no volante como se tivesse medo que fosse fugir".

Nunca me tinha reparado nisso. Nem sequer o assunto me tinha passado pela cabeça. Conduzir para mim sempre foi um acto natural, como se o carro fosse uma extensão de mim. Aliás, até sou muito menos desastrada a conduzir do que a andar - a pé já me aconteceu chocar contra vidraças e bater com o ombro na ombreira da porta, por não a ter visto.

Gosto de conduzir. De escolher o melhor percurso, observar o trânsito prevendo as asneiradas, e com a satisfação de escolher exactamente onde me vão tentar cortar a faixa - ou não! Normalmente gosto de deixar espaço para as nabices dos outros, mas quando estou com pressa ou chateada... Deixo de ser simpática, e não deixo que me tentem entalar. Infiltro-me por entre os carros com precisão quase milimétrica, trocando de faixa sem abrandar nem incomodar os outros carros. Faço todas as chico-espertices e ainda mais algumas - mas como devem ser feitas.

Acho que o meu maior feito no trânsito até hoje foi em Roma. Em plena hora de ponta, com o GRA (Grande Raccordo Anulare) em obras, consigo entrar no meio do trânsito denso sem obrigar ninguém a travar, troco para a faixa da esquerda em meio minuto, e 15 minutos depois saio para o aeroporto tendo contornado metade da cidade. E ninguém me buzinou!!!