Cheguei a casa com as ruas do bairro envoltas num fumo espesso, com forte cheiro a queimado. Principalmente plásticos com ligeiros travos de madeira e outros materiais inflamáveis. Desço a rua um pouco inquieta, mas a concentração de fumo estava a diminuir. Onde quer que seja o incêndio, é para cima.
Passado um bocado ouço os bombeiros. Vários. Ainda não descobri onde foi o incêndio, mas a concentração de fumo disperso já dissipou o suficiente para ver mais ou menos de onde vem.
Tenho de ir à mercearia amanhã! Não gosto de ter incêndios ao pé de casa, e não saber exactamente onde foi.
E não, não tive pachorra para andar a circular de carro à procura do fogo. Era o que faltava, andar a atrapalhar os bombeiros e a juntar-me à multidão de mirones que nunca viu nada quando é necessário testemunhas...
Passado um bocado ouço os bombeiros. Vários. Ainda não descobri onde foi o incêndio, mas a concentração de fumo disperso já dissipou o suficiente para ver mais ou menos de onde vem.
Tenho de ir à mercearia amanhã! Não gosto de ter incêndios ao pé de casa, e não saber exactamente onde foi.
E não, não tive pachorra para andar a circular de carro à procura do fogo. Era o que faltava, andar a atrapalhar os bombeiros e a juntar-me à multidão de mirones que nunca viu nada quando é necessário testemunhas...
6 comentários:
isto deve ser impressão minha, mas encontro por aqui na blogocoisa gente como deve ser. a sério! não conheço muitas pessoas que tenham o meu tipo de comportamento em situações análogas, como a que descreves...
é tudo uma carneirada...o que importa é participar...
bms
Rocket,
Deixa adivinhar, também pertences à minoria que se dá como testemunha quando presencia um acidente.
não percebo a utilidade de se ir ver o que se passa, só por ver. Se não estão em perigo, nem podem ajudar, para quê ficar?
Tens toda a razão quanto à carneirada. Se bem que uns arrosticini para aproveitar os carneirinhos e o fogo... Nham nham!
bms
Além de ser sadismo puro, irmos ver a correr as desgraças alheias, também nos pomos em risco desnecessário e poedmos prejuducar o trabalho dos bombeiros, neste caso.
É como quando há um acidente rodoviário, daqueles terríveis mesmo, com muitas ambulâncias e aparato e as pessoas a abrandarem com as cabeças de fora do vidro, como se fosse um concurso de terror onde quem vir mais sangue espalhado e maior nº de mortos no chão, ganha um aspirador.
O mirone é uma "figura" que faz parte do quadro psicadélico da cultura "tuga". Adora incêndios, desastres ( de preferência com feridos e mortos) e quando vê uma câmara de televisão por perto, o coração bate com mais força. Será hoje que vou aparecer na televisão?
Patti,
Essa do concurso de terror está bem pensada. É curioso como pouco tempo depois de um acidente numa faixa, ocorre outro no sentido oposto... Passo-me com as pessoas que quase param para ver os acidentes. Se estão a conduzir, deviam prestar atenção a evitar os acidentes, e não a ver onde estão os pedaços todos...
Carlos Barbosa de Oliveira,
O "mirone" faz parte de muitas culturas, não só a "tuga". A ideia dos 5 minutos de fama fascina muita gente, e as caras bonitas que entrevistam populares na rua sempre que acontece algo contribuem para que muitos aspirem a aparecer um bocadinho na televisão. Nos concursos e outros programas de televisão, o público é filmado cada vez mais. É uma forma barata de encher tempo de antena, e o povinho gosta...
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